quinta-feira, 30 de abril de 2009

Então vá, tudo a proteger-se do demónio!

Nem me lembrava que esta é aquela noite em que, aqui no Norte, se cumpre a tradição supersticiosa de enfeitar as casas com maias (giestas amarelas) em tudo quanto é abertura para o exterior. Diz que é para esconjurar o mal, personificado no "carrapato" (o diabo), para que ele não nos entre pelas portas e janelas.
Cá em casa não se liga a isso. Eu até sou bastante chegada às tradições, mas eram essas fedorentas a entrar pela porta e eu logo a correr enfiar a cabeça na sanita, com o estômago a sair-me pela boca.

Os vizinhos devem mesmo achar que somos todos uns adoradores de satanás!

Janela do Porto na noite de 30 de Abril para 1 de Maio

Um feriado como deve ser (num dia útil, entenda-se)

E aquela sensação de, numa Quinta-feira, acordarmos e sabermos que é o último dia de trabalho da semana? É fantástica, não é?

Logo ao final da tarde o cenário vai ser mais ou menos este:

By photobucket

Ok, talvez um pouco menos...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Da maldade, inveja, mesquinhez e outras coisas que tais

Chegou-me por e-mail, remetida por uma amiga muito querida. E as transposições para a nossa vida são tantas, que não resisti a publicá-la:

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo.
Ele fugia, com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!

E é isto... Por melhores pessoas que sejamos, vamos sempre encontrar cobras no nosso caminho.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Wake up call


Hoje, acordei sobressaltada, com o telemóvel a tocar.

Durante muitos anos, tirei sempre o som ao dito aparelho durante a noite, assegurando apenas que despertava à hora prevista. Ultimamente, dado o meu estado civil, não o tenho feito, porque, a bem dizer, também não tenho ninguém que se lembre de me ligar ou mandar mensagens durante a madrugada.
Por isso, quando fui roubada ao meu sono de beleza por aquele malfadado toque, entrei em pânico. Pensei de imediato que era do trabalho, que tinha adormecido e que estava a faltar aos compromissos agendados para de manhã.

Atendi sem ver o número. Reconheci logo a voz dele:

-"Bom dia, miúda! Acordei-te?"
-"O que é que achas?"- perguntei eu.
-"Que sim!"- respondeu.
-"Queres alguma coisa?"
-"Queria só ouvir a tua voz de sono... E desejar-te bom dia."
-"Obrigada e igualmente." - finalizei, de forma seca, num misto de alívio, surpresa e dormência cerebral.

Andei o dia todo a pensar nisto e ainda não sei bem o que pensar... Estou indecisa entre o extremamente egoísta (se calhar chegou cedo ao emprego e para passar o tempo resolveu acordar-me) e o a modos que querido (por razões óbvias).

Aguardam-se novos elementos que suportem alguma destas hipóteses...

Como deixar de ser um sex symbol em 10 segundos

O Tom Cruise fazia muuuuuuuito o meu estilo....

... antes de seguir a Cientologia!

Desde então, os comportamentos descabidos e as bacoradas têm vindo em catadupa e já nem o acho grande coisa.
Eu até sou bastante tolerante para com todos os credos e religiões, mas não consigo ter respeito pela Cientologia. Talvez seja ignorância da minha parte, mas tudo o que eu conheço desta religião me parece demasiado excêntrico, feito bem à medida do stardom.
Fosse eu ligar só à aparência e já o tinha posto na rubrica "Um genro à altura da minha Mãezinha", mas sou uma miúda para quem o conteúdo conta bem mais do que a embalagem...

domingo, 26 de abril de 2009

Os cromos de todos os dias

Era um homem na casa dos quarenta, ar de engatatão, baixote, careca, de pança proeminente.
Usava uma camisa com o execrável pullover sem mangas, calças de sarja e mocassins, os preferidos dos heteros-de-meia-idade-que-têm-a-mania-que-parecem-mais-jovens-se-fizerem-boicote-aos-sapatos-com-atacadores . Trazia uns óculos de sol de uma qualquer colecção Primavera-Verão 1997, colocados na cabeça, como que a servir de bandolete para o farto cabelo imaginário. Ao passar perto de mim, senti-lhe o cheiro enjoativo a after-shave barato.
Quando se sentou, verifiquei que calçava meias com bonecos. Aí, notou que eu o observava e lançou-me um sorriso seboso, certamente convencido de que era o maior por conseguir ainda chamar a atenção de uma miúda com idade para ser sua filha.

Estava eu a pensar que deveria trazer a máquina fotográfica sempre comigo, a fim de registar estes fenómenos tão raros, em que tudo quanto há no mundo de piroso e foleiro se concentra numa só pessoa, quando ouço aquela música, "You and I", dos Scorpions, a tocar e o vejo prontamente retirar o telemóvel de uma bolsa colocada no cinto. A cereja no topo do bolo foi o espalhafatoso "Tou-tou?" com que silenciou a melodia.

Não, definitivamente eu não deveria ter trazido a máquina fotográfica; eu deveria era ter trazido a câmara de filmar!

sábado, 25 de abril de 2009

Não, não vou falar do 25 de Abril!

Não vou falar da liberdade, nem de cravos vermelhos, nem do Zeca Afonso, nem da "Grândola Vila Morena". É que não vou mesmo!
Este dia mudou os desígnios da nação? Era suposto ser uma data memorável? Então passassem as comemorações para um útil, para a gente dar por ela nem que fosse à custa da mudança das rotinas...!
"Ah!" - dizem vocês - "O que a Cinderela queria era menos um dia de trabalho!"
Claro que sim. E pensem lá comigo: se o dia foi assim tão importante, não acham que merecia ter um impacto maior nas nossas vidas? Andaram aqueles desgraçados a engendrar esquemas e estratagemas nas barbas da PIDE para alterar todo um regime político, todo um paradigma social, para depois este dia ser comemorado num Sábado?
Tenham lá paciência, mas se um feriado quer ser levado a sério por mim, tem, no mínimo, de me safar do emprego.
E tenho dito.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Alienação

Parece que ainda ontem me lamentava de ser segunda-feira e afinal, assim sem me dar conta, já é outra vez sexta, o meu dia preferido da semana.
Não estive particularmente feliz, ou divertida, para que o tempo passasse sem dar por ela, por isso suponho que não seja bom sinal acordar um dia e aperceber-me que, de repente, já é sexta-feira.
Acho que a culpa é da rotina, do modo piloto-automático em que entro à custa da mesmice de todos os dias.

Não, efectivamente não é uma coisa boa chegar a sexta sem dar por isso. Prefiro aquelas semanas compridas, em que os segundos passam à cadência de horas. Pelo menos assim sei que estou acordada, viva, consciente da realidade da minha vida.

Anjos

Eu acredito em anjos. Acredito naqueles anjos que nos acompanham na sua invisibilidade, naqueles que nos protegem sem darmos conta. Acredito que aquelas felizes coincidências que nos acontecem, que a sorte que nos bate à porta, é da sua responsabilidade e que o infortúnio que por vezes nos calha seria bem mais dramático se não fosse pela sua intervenção.
Mas também acredito nos outros anjos, aqueles de carne e osso, pessoas que cruzam o nosso caminho no momento certo e que de alguma forma nos ajudam e nos mudam. Pessoas que, num gesto que lhes sai com naturalidade e sem esforço, conquistam a nossa gratidão, nos dão esperança e tranquilidade, e que mudam o curso do nosso dia. Por vezes, o da nossa vida.
São pessoas que nos sorriem no momento em que mais precisamos, que têm uma palavra de conforto, que partilham connosco silêncios expressivos, que acreditam em nós...

Ontem, conheci alguém que foi o anjo de uma das pessoas que mais amo nesta vida. Como quem faz bem aos meus me faz bem a mim também, acabou igualmente por ser o meu anjo.
Agradeci-lhe da melhor forma que soube, mas ainda assim não creio que esse anjo tenha compreendido o alcance da minha gratidão e admiração. As palavras nunca estão à altura dos sentimentos e das emoções nestes momentos.
Desde então, não tenho conseguido deixar de pensar em como seria bom um dia conseguir tocar assim a vida de alguém, em como tudo valeria a pena se alguém sentisse por mim o que eu sinto por esse anjo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Afinal, quem é que "apanhou" de quem?

Para a posteridade vai ficar que, a 15 de Abril de 2009, o Futebol Clube do Porto foi eliminado pelo Manchester United da Champions League, com um golo do Cristiano Ronaldo, o tal que não faz nada na Selecção.
Para mim, vai ficar esta imagem, que dispensa legendas*:

* Ou talvez não: reparem só na cara do Anderson, lá atrás! Hehehe!

Deveres conjugais

Há pouco tempo, mudou-se para o prédio da minha tia um simpático casal de brasileiros. Gente alegre, bem-disposta, que nunca acusa as agruras da vida.
Tudo corria bem, a convivência era mais do que pacífica, até os vizinhos se começarem a queixar do barulho fora de horas, que perturba a quietude de um condomínio que sempre respeitou as horas de descanso convencionais.

A vizinha que mora no apartamento imediatamente por baixo do deles, na qualidade de maior prejudicada, tomou a seu cargo a iniciativa de lhes bater à porta, pedindo-lhes amavelmente para terem em atenção o adiantado da hora. Ao que a brasileira respondeu, no seu sotaque adocicado:
-"Sabe, a gente chega tarde a casa e ainda tem que fazer amor..."

A vizinha de baixo ficou desarmada com tal justificação, virou costas e voltou para casa.
Provavelmente, foi deitar-se na cama ao lado de um marido demasiado preguiçoso (ou desinteressado) para a satisfazer ao fim de um dia de trabalho, pela madrugada dentro. Provavelmente, recordou tempos em que a paixão e o desejo eram intensos, em que não havia cansaço capaz de os impedir de se amarem. Provavelmente, sentiu inveja da sua vizinha de cima.
E, no dia seguinte, fingiu que achava tudo aquilo indecoroso e tratou de contar às outras mulheres lá do prédio a sem vergonhice da brasileira. Todas elas se sentiram despeitadas com a sorte dessa mulher a quem a dureza do trabalho e as saudades da pátria não impediam de gozar os prazeres da carne. Todas elas lhe cobiçaram o marido, comparando-o com o homem que tinham em casa.
E então, para se defenderem do impulso que sentiam de mudar as rotinas tranquilas e familiares lá de casa, em que o amor estava confinado aos Sábados à noite e às vésperas de feriado, para se defenderem do medo de que os anos e os quilos que se foram instalando tivessem diluído a sua capacidade de seduzir e ser seduzidas, trataram de difamar a brasileira, espalhando aos sete ventos o seu deboche.

E foi assim que eu, que moro longe da minha tia e de todas essas mulheres, acabei por ficar a saber da existência de uma brasileira que todas as noites, tarde e a más horas, se dá a indecências que acordam os vizinhos, pessoas sérias (e assexuadas, ao que tudo indica) que precisam de dormir, porque no dia seguinte de manhã têm de ir trabalhar.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Diz-se por aí

A Angelina Jolie anda enciumada, agora que o Brad Pitt vai gravar um novo filme em que contracena com a Natalie Portman. Parece que tem medo que durante as filmagens eles se apaixonem.
Eu no lugar dela também estaria preocupada. A História tende a repetir-se, não é verdade? E o karma costuma repor a justiça no universo...

Ok, eu admito: ainda não superei completamente a separação do Brad e da Jennifer Aniston.
E sim, também admito que não gosto nada da Angelina Jolie, e que nem que ela adoptasse 500000 órfãos a minha opinião mudaria.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Missão cumprida

Sabemos que já ganhámos o dia quando alguém se vira para nós e nos diz:
- "Dê cá um beijinho, que a Dr.ª merece, por toda a ajuda que me deu!".

Não há dinheiro que pague essa sensação. Não há mesmo.
Foi assim que um dia extremamente longo se tornou mais leve e fácil de suportar. E por muito que eu queira os Bentleys e os telemóveis topo de gama, cada vez sinto mais que a minha realização passa é por estes pequenos momentos. Ainda bem. =)

Manic Monday

Hoje, sinto o peso avassalador deste primeiro dia da semana a cair-me em cima.
É que, para sacudir o fim-de-semana para longe, nada é mais eficaz do que um dia de trabalho que começa às 10 da manhã e só vai terminar às 9 da noite.

domingo, 19 de abril de 2009

O fim-de-semana em revista

Pois que lá se passou mais um fim-de-semana, não é verdade? E este até foi um pouco melhor do que os últimos.

Na Sexta à noite, houve lugar para conversas de tudo e de nada, de onde resultaram neologismos que vão entrar no dialecto das manas; houve sorrisos, fofoquices e a cumplicidade que nos há-de acompanhar para sempre.
No Sábado, houve passeio no shopping com a mamã, houve jantar do MacDrive (a propósito: o Too Cheese é delicioso!) e houve sessão de cinema com ele. Sim, ele, aquele que por estas bandas já foi também denominado de Príncipe. Sem grandes expectativas ou ilusões, e sem pipocas, que o jantar já havia sido calórico q. b.. E até acabou por correr bem.
Hoje, a manhã passou enquanto eu punha o meu sono de beleza em dia. Depois do almoço em família, voltei para a cama, onde assisti, aninhada na minha irmã, à repetição dos episódios desta semana das Donas de Casa Desesperadas. Ao final da tarde fui tomar café com ele. Não discutimos o nosso passado, não falámos do futuro... Conversámos acerca de assuntos triviais, do jogo que passava na televisão. Mas foi bom, já nem me lembrava de como é fácil estar com ele, de como tudo é natural e espontâneo entre nós... Há coisas que nunca mudam.

E só agora me dou conta de que trouxe trabalho para casa, mas que nem abri a pasta desde que entrei em fim-de-semana. Desde pequena que tenho este Síndrome de Domingo à Noite, que me faz sentir culpada por não ter sabido gerir o meu tempo. Poderia perfeitamente acabar este post e ir arranjar as unhas, para começar bem a semana, mas não, tenho de trabalhar, para compensar a inércia que me assola aos fins-de-semana. Há coisas que realmente nunca mudam...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sexta à noite

Eis que é finalmente chegado o fim-de-semana. E esta é a minha parte preferida, o início, quando sei que ainda tenho dois dias inteiros por minha conta. Acabo sempre por não aproveitá-los da melhor maneira, mas na Sexta à noite isso não interessa nada, porque há imensos planos, expectativas, projectos à espera de ganharem vida.
Por isso, cá vou eu, festejar o início de mais um fim-de-semana num bar giro, com a certeza renovada de que este vai ser diferente, de que este vai ser o tal em que o tempo vai dar para tudo, em que algo de bom vai finalmente acontecer... E Domingo à noite cá estarei, para constatar que este foi igual aos demais.

Mas por agora, vou-me permitir esta ilusão. E que nunca esmoreça a ilusão de Sexta à noite!

Nostalgia #2

Eu ainda sou do tempo em que só existiam dois canais de televisão e em que a emissão encerrava por volta da meia-noite, com o hino nacional.

E do alto do meu quarto de século, ainda me lembro de que quando acordava muito cedo, a emissão também ainda não tinha começado.

Dear Santa #2

Porque o Natal é quando o Homem quiser, e porque o meu telemóvel já está a pedir a reforma, aqui fica mais um brinquedinho que eu queria muito ter:
Nokia E63 Red

Muito ao estilo Blackberry, sofisticado mas feminino, cheio de funcionalidades que eu nunca irei utilizar. Just the way I like it.

Por favor, por favor, por favor!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O estranho caso do lip liner sem batom

Se há coisa que me intriga, são aquelas mulheres que fazem o contorno dos lábios (normalmente com um lápis muuuuito escuro) e que depois não os pintam.
Mas será que elas não têm espelho em casa? Ou será que os espelhos delas são daqueles tipo feira popular, que distorcem a imagem e não as deixam ver a cruel realidade da sua aparência? Ou, mais grave, será que a vêem e acham que ficam bem assim?
Juro que não entendo… É que aquilo ao longe dá a ideia de que fizeram a refeição e que não tinham guardanapo para limpar a boca, ou que estão a deixar crescer o bigode. Fica muito feio, mesmo!

Se o delineador foi concebido para ser sempre utilizado em conjunto com o batom, para ajudar a garantir uma melhor fixação deste último, e criar a ilusão de uma boca mais perfeita, porque raio haverá alguém de optar por aplicar o lápis isoladamente?
A mim, nem no Carnaval me apanhavam assim na rua…


Senhoras que serviram de inspiração a este post: o lápis de contornar os lábios deve efectivamente constar da vossa bolsinha de maquilhagem, mas optem por um da mesma cor do vosso batom e nunca, mas nunca mesmo, se esqueçam deste último. Cá performances a solo de lip liners é coisa que dá um ar muito duvidoso a uma mulher.

Dear Santa

Sou mulher, uso saltos altos, saias, faço xixi sentada, derreto-me ao ver filmes com cenas melosas, adoro cosméticos e maquilhagem. Mas por favor, não me venham com essa de que gostar de carros é coisa de homens...!

Bentley Continental GT

Lindo! E nem precisa de ser cabrio. Se houver por aí alguém que ainda não tenha feito a sua boa acção do dia e que queira fazer o próximo feliz, eu não me importo (nada mesmo) de ser usada para esse fim!

Por favor, por favor, por favor!!!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Da sublimação

Tanta coisa que eu poderia escrever sobre este dia, o dia 15 de Abril, e ando por aqui a inventar temas, a falar de filmes e futebol.
Está bonito, está!

Louca por Compras

Este fim-de-semana, o feliz contemplado com a minha presença na sala de cinema foi o filme Louca por Compras.
Ao livro que lhe deu origem, já o tinha lido há uma boa meia dúzia de anos, por influência da minha irmã, e devo dizer que mesmo não sendo nenhuma obra-prima da literatura (bem longe disso), o filme se encontra a anos-luz deste: muito básico, simples, previsível… Já para não falar de como foi mal explorada, do ponto de vista psicológico, a compulsão por compras apresentada pela protagonista.

Os únicos aspectos positivos que eu encontrei foram o guarda-roupa exibido, uma ou duas gargalhadas que soltei, à custa de uns cómicos de situação, e a constatação de que já há homens capazes de ir sozinhos à última sessão de Sábado à noite, assistir a um filme tão voltado para o público feminino. Uma vénia a esse senhor, que ao contrário do algumas pessoas possam pensar, é um homem que provou tê-los no sítio, ao vencer o preconceito.

Em suma, e apesar de já não o ter ido ver com grandes expectativas, o filme ainda conseguiu a proeza de as defraudar.

Aos potenciais espectadores aqui fica o meu conselho: se estiver em cartaz algum outro filme que vos desperte interesse, optem por ele, já que este não tarda nada a ser um habitué das tardes de Domingo da SIC e da TVI, à semelhança do Legalmente Loira e de outros do mesmo género.

Faltou-nos só um bocadinho assim

Porque os verdadeiros adeptos não se vêem quando estamos na mó de cima, mas antes nestes momentos mais críticos, aproveito a ocasião para me assumir no que concerne a preferências futebolísticas: SOU PORTISTA!
E apesar de triste com o resultado, tenho muito orgulho no meu clube.


P. S. - Serei só eu a achar extremamente irritante aquela música do "Glory Glory Man United"?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Expliquem-me como se fosse eu a criança de 4 anos

Estamos muito perto da uma da matina e a TVI continua a transmitir um concurso qualquer para miúdos. Acabo de ver um deles a bocejar, com um ar de cansaço que mete dó.

Ora se a ideia é fazer um programa com crianças, não podiam escolher um horário à medida delas? Onde andará a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens? Já a dormir, provavelmente...

domingo, 12 de abril de 2009

Alegoria Pascal

Desde há uns anos para cá, que tinha na minha vida uma pessoa que me oferecia sempre um ovo de Páscoa. Era uma tradição.
Este ano essa pessoa já não faz parte da minha vida. E eu sinto muita falta do ovo...

Boa Páscoa, ainda assim.

sábado, 11 de abril de 2009

Yeah, right...!

"Being single used to mean that nobody wanted you. Now it means you’re pretty sexy, and you’re taking your time deciding how you want your life to be and who you want to spend it with."

Sex and the City



Um genro à altura da minha Mãezinha... #2

... que é como quem diz um Prince Charming aqui para a Cinderela!


O meu piratinha das Caraíbas preferido, o Orlando Bloom!


O que eu gosto nele é que não tem uma beleza demasiado óbvia. Cativa-nos com o sorriso, com aquele ar de bom rapazinho...


Orlandinho, se algum dia te fartares de andar com miúdas plásticas de cabeça oca que desfilam para a Victoria's Secret, tens aqui a Cinderela à tua espera! Tão bem que iamos ficar juntos nas fotos do casamento...!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Conclusão lógica

Os noticiários acabam de passar uma reportagem sobre os hábitos alimentares dos portugueses e a forma como estes têm sido afectados pela crise.
Aparentemente, cada vez se come menos carne e peixe e cada vez se consome mais arroz e massa.

O que quer isto dizer? Que depois de nos empanturrarmos com as guloseimas da Páscoa, poucos de nós conseguirão fazer a dieta de Atkins*! Hehehe!



*Para quem não sabe, e em linhas muito gerais, trata-se de um dos mais conhecidos regimes alimentares com vista à perda de peso, que se baseia no consumo de proteínas (que abundam nos alimentos de origem animal) e que restringe a ingestão de hidratos de carbono (pão, massas, arroz).

Assim se fala em bom Português

A ver se a gente se entende:

1. Eu sou uma pessoa compreensiva. (I. e., eu tenho em mim a qualidade de compreender facilmente.)
2. É compreensível que ele tenha reagido assim. (I. e., a situação contém alguma particularidade que a torna fácil de compreender.)

Já dei o meu contributo para a alfabetização deste povo. A partir de agora reservo-me o direito de reagir de forma agressiva sempre que vir preciosidades do tipo “Se não me perdoas é porque és uma pessoa pouco compreensível!”.

Gente de (má) fé

Chegou-me via e-mail:

"A maioria dos autarcas portugueses são católicos praticantes. Nunca assinam nada sem terem um terço na mão."

Bem visto, realmente.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Maias (não as abelhas e muito menos as tarólogas)

O pior da Primavera são mesmo as maias, aquelas florzinhas amarelas das giestas, que abundam na berma das auto-estradas.
Odeio ir a conduzir e, mesmo com as janelas fechadas, sentir aquele odor que elas emanam, que me dá náuseas, a poluir a atmosfera do meu carro. É que fico mesmo incomodada, quase a ponto de vomitar!

Tanta plantinha gira em vias de extinção e as malditas das maias aí, cada vez mais saudáveis e viçosas, cada ano a multiplicarem-se mais que no anterior!
Mas afinal elas alimentam-se de quê? Gases tóxicos e água rica em metais pesados, é?

Night at the movies

No Sábado à noite fui ver o He´s just not that into you. Obviamente que ninguém vai ver este tipo de filmes à espera de argumentos particularmente bem escritos, ou de uma realização irrepreensível, mas dentro do segmento dos Chick Movies, como agora se diz, achei que este até estava bastante bom.

Através da estória cruzada de várias personagens, fica-nos a mensagem de que as coisas nem sempre são o que parecem ser e de que apesar de poderem existir indícios, que na maioria das vezes se confirmam, de que ele não está assim tão a fim, há excepções. De vez em quando, até podemos ser nós esse caso raro que foge à regra.

O contrário também pode acontecer, embora todos os sinais possam fazer crer que ele está completamente a fim, tudo não passar de um castelo de cartas que desmorona à primeira tentação (no filme, essa tentação é a Scarlett Johansson - what a cliché, right?).

Pelo meio destaco o papel da minha querida Jennifer Aniston, a eterna Rachel dos Friends, que ostenta agora um ar mais maduro, mas que continua linda, como sempre.
Saliento ainda a personagem da Drew Barrimore, uma mulher que vive presa no mundo dos dates online. Uma boa paródia àquelas situações caricatas decorrentes dos engates via My Space, Facebook, Messenger e um sem número de redes sociais e chats, e à obsessão pelos e-mails e pelas sms´s que a democratização das tecnologias veio criar. E quem nunca apresentou uma certa compulsão na consulta do telemóvel, que atire a primeira pedra!

Em suma, aqui está um filme muito agradável, sem falsas pretensões intelectuais, que recomendo a toda a gente. Aos solteiros, irá dar-lhes um novo alento (para persistir ou para desistir, que ambas as opções são válidas); aos casais, poderá fazê-los reflectir sobre os pressupostos das relações, sobre as cedências e os investimentos que têm de estar presentes para que possamos ter, verdadeiramente, um compromisso.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Memorando

As tecnologias falham! Não insultar, ou de alguma forma tratar mal, as pessoas quando lhes enviar mensagens e elas não responderem. Confirmar sempre antes se o telemóvel está bem de saúde e a receber as sms's!

Pode vir a poupar-me umas quantas situações embaraçosas no futuro...


domingo, 5 de abril de 2009

Ainda os soutiens

Pois bem, se uma boa amiga é como um bom soutien (vide post anterior), então a minha irmã é para mim como um wonderbra: simplesmente o melhor dos melhores no mercado!

- Porque, mesmo detestando, joga xadrez comigo só para me fazer a vontade;
- Porque continua a inventar passatempos parvos, como a adaptação do pictionary de ontem à tarde, que nos divertem como se tivessemos 8 anos e nos fazem perder a noção das horas;
- Por se deitar ao meu lado e comigo passar tardes inteiras a ver episódios dos Friends, do Sexo e a Cidade e da Anatomia de Grey;
- Por ir comigo às compras e ser a minha consultora de moda;
- Por ser a única pessoa que eu conheço, para além do Fernando Pessoa, que diz ter um heterónimo;
- Por me conhecer melhor do que ninguém;
- Por me fazer sentir inteligente ao ligar-me sempre que tem alguma dúvida ou que não sabe fazer alguma coisa;
- Por ser a minha pessoa, a única a quem eu tive coragem de contar que criei este blog;
- Por dizer coisas tão adoráveis como "Não te preocupes, mãe, que eu ponho-a* na minha bolsa marsupial e alimento-a*!" ;
- Porque temos uma música nossa, que ambas definimos no telemóvel como toque para as chamadas que recebemos uma da outra;
- Porque temos um quase dialecto só nosso, que só usamos para falar entre nós;
- Porque quando eu me vou abaixo é sempre ela que me puxa para cima, que me faz aqueles miminhos que só quem nos conhece bem sabe fazer;
- Por ter ficado comigo, naquele dia tão mau, até o sono chegar, acabando ela por adormecer aos pés da minha cama, como que a velar os meus sonhos;
- Porque só ela sabe preparar os morangos mesmo da forma como eu gosto;
- Por ter evitado que eu passasse o Sábado à noite em casa, de pijama e pantufas, e me ter levado ao cinema, a ver o He´s just not that into you.
- ............................

E podia continuar aqui a dissertar indefinidamente sobre as razões que a fazem ser o meu wonderbra. Podia criar um blogue só para lhe demonstrar o tanto que ela representa na minha vida, mas não vale a pena, porque ela já o sabe.

*Referindo-se a mim.

sábado, 4 de abril de 2009

Da amizade (e dos soutiens)

Real friends are like good bras: hard to find, supportive, comfortable, always lift you up, never let you down or leave you hanging, make you look better and are always close to your heart.



Porque hoje recebi um e-mail de uma amiga super querida, que mesmo do outro lado da fronteira me consegue fazer sentir acarinhada...


Infidelidade(s)

Uma conhecida minha hoje contou-me que havia sido traída pelo namorado. Contou-o com os olhos marejados de desilusão:
- “Sabes, se tivessem sido só uns beijinhos, mas o pior é que foi muito mais do que isso…”

E eu fiquei a pensar nas palavras dela. Será que ter sido muito mais do que uns beijinhos realmente agrava a situação? Há graus para a infidelidade?
Algumas pessoas parecem pensar que sim. Para a minha conhecida, teria sido mais fácil perdoar o namorado se ele tivesse ficado apenas pelos preliminares. A acção propriamente dita custou mais, mas com o tempo também acabou por ser desculpada.
Para mim, uma traição é uma traição, independentemente de ser um beijo ou uma longa noite de sexo. A questão de fundo é que, se havia uma relação que pressupunha exclusividade, esta foi quebrada, houve um desrespeito pela outra pessoa, uma confiança depositada que foi profanada.

Ainda bem que há pessoas que conseguem integrar estes acontecimentos e dar continuidade às relações depois de sofrerem golpes destes. Eu não conseguiria. Nem que fosse só um beijinho.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Duas músicas, duas medidas

A Mónica Sintra canta:

Na minha cama com ela,
Tu e ela na loucura.
Perdido nos braços dela
Em muito mais que uma aventura.

E eu acho piroso, e nem que a tragédia fosse real eu conseguia ter pena da rapariga, porque quem edita uma música assim de certeza que já tem vingança para uma vida inteira de traidores, malfeitores e outros que tais.

Os Maroon Five cantam:

Wake up call caught you in the morning
With another one in my bed.
Don’t you care about me anymore?
Don’t you care about me? I don’t think so!

E eu penso sempre que se há mulher neste mundo capaz de trair o Adam Levine, esse fofo vocalista/guitarrista dos Maroon 5, ela só merece é terminar os dias numa instituição psiquiátrica, presa com uma camisa de forças, num quarto sem janelas a ouvir noite e dia a mesma música, até enlouquecer… A da Mónica Sintra!


Questões pertinentes

O que raio faz uma uma música dos Tokio Hotel no leitor de mp3 da minha irmã???
Isso não é proibido por lei a maiores de 15 anos?



Até tenho medo de continuar a mexer nisto e de encontrar por aqui músicas dos Jonas Brothers, do High School Musical ou, pior ainda, da Hannah Montana!

Ir ou não ir, eis a questão!


Desde que acabámos a faculdade que as minhas colegas organizam, de vez em quando, uns convívios em torno de uma mesa bem servida, em homenagem às tradições académicas que nos ficaram no coração.
Até ao momento, foram organizados dois jantares. O terceiro está já na calha, agora que se aproxima a Queima das Fitas.
São jantares só de mulheres, mulheres que partilharam cinco anos de estudo, de brincadeiras, de festas… Cinco anos em que, efectivamente, se tornaram mulheres.

Eu não fui a nenhuma das edições anteriores. Não fui porque sentia vergonha de as reencontrar e de, inevitavelmente, ter lhes falar da minha (inexistente) vida profissional.
Não era motivo para sentir vergonha nenhuma, eu sei, principalmente porque na nossa sociedade a empregabilidade traduz mais rapidamente a rede de relações sociais que se possui do que a competência que se tem, mas na altura eu não me queria sentir inferior a elas, não queria que elas sentissem pena de mim por não ter conseguido ainda o meu lugar ao sol. Sou demasiado orgulhosa para isso.
Tendo em conta as estatísticas, provavelmente muitas delas estariam na mesma situação que eu. Mas quando eu tomava a minha decisão, só conseguia pensar naquelas que já estavam a trabalhar e acabava sempre por inventar uma desculpa qualquer para não ir e me poupar a essa humilhação.

Felizmente, já estou a trabalhar há vários meses. Consegui emprego dentro da minha área de formação, numa instituição de prestígio, um trabalho daqueles que muita gente gostaria de ter, que causa boa impressão ao preencher documentos e formulários. Se eu fosse má pessoa, estaria ansiosa para ir ao jantar desta vez, só para passar a noite a gabar-me e a fazer-lhes inveja (eu disse que eram colegas, não amigas, ‘tá?).
Mas não sou. E agora que a parte profissional está bem e se recomenda, vejo aqui outro motivo de constrangimento: a ausência de namorado.

As minhas colegas todas conheciam o meu Príncipe, as suas provas de amor eram populares entre elas. Poucos dias antes de terminarmos o nosso curso, uma delas até me disse que haviam estado a fazer uma previsão sobre qual de nós casaria primeiro e que eu tinha sido a mais votada. Era a relação em que todas acreditavam.
Como lhes vou explicar agora que, graças à minha estupidez e ao meu orgulho (outra vez, esse famigerado!) acabei por perder o homem perfeito? Que não só não fui a primeira a casar (a bem dizer isso também não estava nos meus planos) como, passado este tempo, estou sozinha como nunca antes estive?

O convite não especifica se o jantar é extensível a apêndices, mas ainda que não seja, da maneira que eu as conheço, sei que vão sempre arranjar maneira de os exibirem. Ou lhes pedem para as irem buscar, ou lhes dizem para irem ter ao local onde formos de seguida beber um copo… E, de uma maneira ou de outra, o assunto vai acabar por vir à baila.
Pelo que fui sabendo muitas delas já casaram, muitas outras vivem conjugalmente. Houve até quem já se tenha divorciado mas esteja novamente envolvida numa nova relação… Na pior das hipóteses, têm pelo menos namorado. Eu não tenho ninguém.
Na faculdade, quando era aceitável (e, para algumas, até recomendável) estar sozinha, eu tinha alguém. Agora estar sozinha é apenas triste. E como se a situação não fosse suficientemente difícil por si só, ainda querem que eu vá expor a minha solidão?
Prefiro poupar-me a isso.

No entanto, gostava de rever algumas pessoas de quem tenho saudades, e de certeza que até me faria bem espairecer e divertir-me um pouco, depois destes últimos meses de caos que vivi, mas como o fazer sem me sentir uma looser no meio delas?

Se o sono não me turva o raciocínio, estas são as minhas opções:


A. Não vou. Perco uma noite potencialmente agradável, a oportunidade de rever colegas com quem partilhei tantas coisas e a possibilidade de ver quem engordou (esta última suscita-me muita curiosidade, confesso).


B. Vou, digo a verdade, que eu e o meu Príncipe já não fazemos parte da mesma estória, e sujeito-me a uma série de perguntas a que não vou querer responder e a comentários com o intuito de me animarem (alguns genuínos, outros nem por isso) mas que só me vão deixar mais deprimida.


C. Vou, digo-lhes que eu e o Príncipe ainda estamos juntos e apaixonados como nos tempos de faculdade e, na parte em que os apêndices delas se juntarem a nós, digo que o meu teve um compromisso qualquer.


D. Vou e contrato um gajo lindo de morrer de um serviço de escort masculino para fingir que é meu namorado. Se me perguntarem pelo Príncipe, digo-lhes que se juntou a um grupo de monges Budistas e que fez votos de clausura desde que eu o troquei pelo Deus grego de que me vou fazer acompanhar.


Estou muito inclinada a optar pela hipótese D, admito! Hehehe!

Agora a sério, será que estou condenada a sentir-me sempre incompleta? Será que é impossível ter tudo e que vai haver sempre um vazio em alguma área da minha vida?

quarta-feira, 1 de abril de 2009

April Fool's Day

Será que sou a única pessoa que não gosta de falar com ninguém no Dia das Mentiras? É que tenho sempre a sensação de que me estão a pregar alguma aldrabice... Até das conversas mais corriqueiras eu desconfio!
Acho que fui tão ingénua no passado que isto agora virou paranóia.
Nada a fazer, é esperar que este dia chegue ao fim, para que as pessoas voltem a ter medo de ir para o inferno por mentir.