"Anda cá, que te vou desalinhar esses chakras todos!" (Dito num tom ameaçador)
sexta-feira, 10 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Conclusão lógica
Os noticiários acabam de passar uma reportagem sobre os hábitos alimentares dos portugueses e a forma como estes têm sido afectados pela crise.
Aparentemente, cada vez se come menos carne e peixe e cada vez se consome mais arroz e massa.
O que quer isto dizer? Que depois de nos empanturrarmos com as guloseimas da Páscoa, poucos de nós conseguirão fazer a dieta de Atkins*! Hehehe!

*Para quem não sabe, e em linhas muito gerais, trata-se de um dos mais conhecidos regimes alimentares com vista à perda de peso, que se baseia no consumo de proteínas (que abundam nos alimentos de origem animal) e que restringe a ingestão de hidratos de carbono (pão, massas, arroz).
Assim se fala em bom Português
A ver se a gente se entende:
1. Eu sou uma pessoa compreensiva. (I. e., eu tenho em mim a qualidade de compreender facilmente.)
2. É compreensível que ele tenha reagido assim. (I. e., a situação contém alguma particularidade que a torna fácil de compreender.)
Já dei o meu contributo para a alfabetização deste povo. A partir de agora reservo-me o direito de reagir de forma agressiva sempre que vir preciosidades do tipo “Se não me perdoas é porque és uma pessoa pouco compreensível!”.
1. Eu sou uma pessoa compreensiva. (I. e., eu tenho em mim a qualidade de compreender facilmente.)
2. É compreensível que ele tenha reagido assim. (I. e., a situação contém alguma particularidade que a torna fácil de compreender.)
Já dei o meu contributo para a alfabetização deste povo. A partir de agora reservo-me o direito de reagir de forma agressiva sempre que vir preciosidades do tipo “Se não me perdoas é porque és uma pessoa pouco compreensível!”.
Gente de (má) fé
Chegou-me via e-mail:
"A maioria dos autarcas portugueses são católicos praticantes. Nunca assinam nada sem terem um terço na mão."
Bem visto, realmente.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Maias (não as abelhas e muito menos as tarólogas)
O pior da Primavera são mesmo as maias, aquelas florzinhas amarelas das giestas, que abundam na berma das auto-estradas.
Odeio ir a conduzir e, mesmo com as janelas fechadas, sentir aquele odor que elas emanam, que me dá náuseas, a poluir a atmosfera do meu carro. É que fico mesmo incomodada, quase a ponto de vomitar!
Tanta plantinha gira em vias de extinção e as malditas das maias aí, cada vez mais saudáveis e viçosas, cada ano a multiplicarem-se mais que no anterior!
Mas afinal elas alimentam-se de quê? Gases tóxicos e água rica em metais pesados, é?
Night at the movies
No Sábado à noite fui ver o He´s just not that into you. Obviamente que ninguém vai ver este tipo de filmes à espera de argumentos particularmente bem escritos, ou de uma realização irrepreensível, mas dentro do segmento dos Chick Movies, como agora se diz, achei que este até estava bastante bom.Através da estória cruzada de várias personagens, fica-nos a mensagem de que as coisas nem sempre são o que parecem ser e de que apesar de poderem existir indícios, que na maioria das vezes se confirmam, de que ele não está assim tão a fim, há excepções. De vez em quando, até podemos ser nós esse caso raro que foge à regra.
O contrário também pode acontecer, embora todos os sinais possam fazer crer que ele está completamente a fim, tudo não passar de um castelo de cartas que desmorona à primeira tentação (no filme, essa tentação é a Scarlett Johansson - what a cliché, right?).
Pelo meio destaco o papel da minha querida Jennifer Aniston, a eterna Rachel dos Friends, que ostenta agora um ar mais maduro, mas que continua linda, como sempre.
Saliento ainda a personagem da Drew Barrimore, uma mulher que vive presa no mundo dos dates online. Uma boa paródia àquelas situações caricatas decorrentes dos engates via My Space, Facebook, Messenger e um sem número de redes sociais e chats, e à obsessão pelos e-mails e pelas sms´s que a democratização das tecnologias veio criar. E quem nunca apresentou uma certa compulsão na consulta do telemóvel, que atire a primeira pedra!
Em suma, aqui está um filme muito agradável, sem falsas pretensões intelectuais, que recomendo a toda a gente. Aos solteiros, irá dar-lhes um novo alento (para persistir ou para desistir, que ambas as opções são válidas); aos casais, poderá fazê-los reflectir sobre os pressupostos das relações, sobre as cedências e os investimentos que têm de estar presentes para que possamos ter, verdadeiramente, um compromisso.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Memorando
As tecnologias falham! Não insultar, ou de alguma forma tratar mal, as pessoas quando lhes enviar mensagens e elas não responderem. Confirmar sempre antes se o telemóvel está bem de saúde e a receber as sms's!
Pode vir a poupar-me umas quantas situações embaraçosas no futuro...

domingo, 5 de abril de 2009
Ainda os soutiens
Pois bem, se uma boa amiga é como um bom soutien (vide post anterior), então a minha irmã é para mim como um wonderbra: simplesmente o melhor dos melhores no mercado!
- Porque, mesmo detestando, joga xadrez comigo só para me fazer a vontade;
- Porque continua a inventar passatempos parvos, como a adaptação do pictionary de ontem à tarde, que nos divertem como se tivessemos 8 anos e nos fazem perder a noção das horas;
- Por se deitar ao meu lado e comigo passar tardes inteiras a ver episódios dos Friends, do Sexo e a Cidade e da Anatomia de Grey;
- Por ir comigo às compras e ser a minha consultora de moda;
- Por ser a única pessoa que eu conheço, para além do Fernando Pessoa, que diz ter um heterónimo;
- Por me conhecer melhor do que ninguém;
- Por me fazer sentir inteligente ao ligar-me sempre que tem alguma dúvida ou que não sabe fazer alguma coisa;
- Por ser a minha pessoa, a única a quem eu tive coragem de contar que criei este blog;
- Por dizer coisas tão adoráveis como "Não te preocupes, mãe, que eu ponho-a* na minha bolsa marsupial e alimento-a*!" ;
- Porque temos uma música nossa, que ambas definimos no telemóvel como toque para as chamadas que recebemos uma da outra;
- Porque temos um quase dialecto só nosso, que só usamos para falar entre nós;
- Porque quando eu me vou abaixo é sempre ela que me puxa para cima, que me faz aqueles miminhos que só quem nos conhece bem sabe fazer;
- Por ter ficado comigo, naquele dia tão mau, até o sono chegar, acabando ela por adormecer aos pés da minha cama, como que a velar os meus sonhos;
- Porque só ela sabe preparar os morangos mesmo da forma como eu gosto;
- Por ter evitado que eu passasse o Sábado à noite em casa, de pijama e pantufas, e me ter levado ao cinema, a ver o He´s just not that into you.
- ............................
E podia continuar aqui a dissertar indefinidamente sobre as razões que a fazem ser o meu wonderbra. Podia criar um blogue só para lhe demonstrar o tanto que ela representa na minha vida, mas não vale a pena, porque ela já o sabe.
*Referindo-se a mim.
sábado, 4 de abril de 2009
Da amizade (e dos soutiens)
Real friends are like good bras: hard to find, supportive, comfortable, always lift you up, never let you down or leave you hanging, make you look better and are always close to your heart.
Porque hoje recebi um e-mail de uma amiga super querida, que mesmo do outro lado da fronteira me consegue fazer sentir acarinhada...

Infidelidade(s)
Uma conhecida minha hoje contou-me que havia sido traída pelo namorado. Contou-o com os olhos marejados de desilusão:
- “Sabes, se tivessem sido só uns beijinhos, mas o pior é que foi muito mais do que isso…”
- “Sabes, se tivessem sido só uns beijinhos, mas o pior é que foi muito mais do que isso…”
E eu fiquei a pensar nas palavras dela. Será que ter sido muito mais do que uns beijinhos realmente agrava a situação? Há graus para a infidelidade?
Algumas pessoas parecem pensar que sim. Para a minha conhecida, teria sido mais fácil perdoar o namorado se ele tivesse ficado apenas pelos preliminares. A acção propriamente dita custou mais, mas com o tempo também acabou por ser desculpada.
Para mim, uma traição é uma traição, independentemente de ser um beijo ou uma longa noite de sexo. A questão de fundo é que, se havia uma relação que pressupunha exclusividade, esta foi quebrada, houve um desrespeito pela outra pessoa, uma confiança depositada que foi profanada.
Ainda bem que há pessoas que conseguem integrar estes acontecimentos e dar continuidade às relações depois de sofrerem golpes destes. Eu não conseguiria. Nem que fosse só um beijinho.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Duas músicas, duas medidas
A Mónica Sintra canta:
Na minha cama com ela,
Tu e ela na loucura.
Perdido nos braços dela
Em muito mais que uma aventura.
E eu acho piroso, e nem que a tragédia fosse real eu conseguia ter pena da rapariga, porque quem edita uma música assim de certeza que já tem vingança para uma vida inteira de traidores, malfeitores e outros que tais.
Os Maroon Five cantam:
Wake up call caught you in the morning
With another one in my bed.
Don’t you care about me anymore?
Don’t you care about me? I don’t think so!
E eu penso sempre que se há mulher neste mundo capaz de trair o Adam Levine, esse fofo vocalista/guitarrista dos Maroon 5, ela só merece é terminar os dias numa instituição psiquiátrica, presa com uma camisa de forças, num quarto sem janelas a ouvir noite e dia a mesma música, até enlouquecer… A da Mónica Sintra!
Na minha cama com ela,
Tu e ela na loucura.
Perdido nos braços dela
Em muito mais que uma aventura.
E eu acho piroso, e nem que a tragédia fosse real eu conseguia ter pena da rapariga, porque quem edita uma música assim de certeza que já tem vingança para uma vida inteira de traidores, malfeitores e outros que tais.
Os Maroon Five cantam:
Wake up call caught you in the morning
With another one in my bed.
Don’t you care about me anymore?
Don’t you care about me? I don’t think so!
E eu penso sempre que se há mulher neste mundo capaz de trair o Adam Levine, esse fofo vocalista/guitarrista dos Maroon 5, ela só merece é terminar os dias numa instituição psiquiátrica, presa com uma camisa de forças, num quarto sem janelas a ouvir noite e dia a mesma música, até enlouquecer… A da Mónica Sintra!

Questões pertinentes
O que raio faz uma uma música dos Tokio Hotel no leitor de mp3 da minha irmã???
Isso não é proibido por lei a maiores de 15 anos?

Até tenho medo de continuar a mexer nisto e de encontrar por aqui músicas dos Jonas Brothers, do High School Musical ou, pior ainda, da Hannah Montana!
Ir ou não ir, eis a questão!

Desde que acabámos a faculdade que as minhas colegas organizam, de vez em quando, uns convívios em torno de uma mesa bem servida, em homenagem às tradições académicas que nos ficaram no coração.
Até ao momento, foram organizados dois jantares. O terceiro está já na calha, agora que se aproxima a Queima das Fitas.
São jantares só de mulheres, mulheres que partilharam cinco anos de estudo, de brincadeiras, de festas… Cinco anos em que, efectivamente, se tornaram mulheres.
Até ao momento, foram organizados dois jantares. O terceiro está já na calha, agora que se aproxima a Queima das Fitas.
São jantares só de mulheres, mulheres que partilharam cinco anos de estudo, de brincadeiras, de festas… Cinco anos em que, efectivamente, se tornaram mulheres.
Eu não fui a nenhuma das edições anteriores. Não fui porque sentia vergonha de as reencontrar e de, inevitavelmente, ter lhes falar da minha (inexistente) vida profissional.
Não era motivo para sentir vergonha nenhuma, eu sei, principalmente porque na nossa sociedade a empregabilidade traduz mais rapidamente a rede de relações sociais que se possui do que a competência que se tem, mas na altura eu não me queria sentir inferior a elas, não queria que elas sentissem pena de mim por não ter conseguido ainda o meu lugar ao sol. Sou demasiado orgulhosa para isso.
Tendo em conta as estatísticas, provavelmente muitas delas estariam na mesma situação que eu. Mas quando eu tomava a minha decisão, só conseguia pensar naquelas que já estavam a trabalhar e acabava sempre por inventar uma desculpa qualquer para não ir e me poupar a essa humilhação.
Felizmente, já estou a trabalhar há vários meses. Consegui emprego dentro da minha área de formação, numa instituição de prestígio, um trabalho daqueles que muita gente gostaria de ter, que causa boa impressão ao preencher documentos e formulários. Se eu fosse má pessoa, estaria ansiosa para ir ao jantar desta vez, só para passar a noite a gabar-me e a fazer-lhes inveja (eu disse que eram colegas, não amigas, ‘tá?).
Mas não sou. E agora que a parte profissional está bem e se recomenda, vejo aqui outro motivo de constrangimento: a ausência de namorado.
As minhas colegas todas conheciam o meu Príncipe, as suas provas de amor eram populares entre elas. Poucos dias antes de terminarmos o nosso curso, uma delas até me disse que haviam estado a fazer uma previsão sobre qual de nós casaria primeiro e que eu tinha sido a mais votada. Era a relação em que todas acreditavam.
Como lhes vou explicar agora que, graças à minha estupidez e ao meu orgulho (outra vez, esse famigerado!) acabei por perder o homem perfeito? Que não só não fui a primeira a casar (a bem dizer isso também não estava nos meus planos) como, passado este tempo, estou sozinha como nunca antes estive?
O convite não especifica se o jantar é extensível a apêndices, mas ainda que não seja, da maneira que eu as conheço, sei que vão sempre arranjar maneira de os exibirem. Ou lhes pedem para as irem buscar, ou lhes dizem para irem ter ao local onde formos de seguida beber um copo… E, de uma maneira ou de outra, o assunto vai acabar por vir à baila.
Pelo que fui sabendo muitas delas já casaram, muitas outras vivem conjugalmente. Houve até quem já se tenha divorciado mas esteja novamente envolvida numa nova relação… Na pior das hipóteses, têm pelo menos namorado. Eu não tenho ninguém.
Na faculdade, quando era aceitável (e, para algumas, até recomendável) estar sozinha, eu tinha alguém. Agora estar sozinha é apenas triste. E como se a situação não fosse suficientemente difícil por si só, ainda querem que eu vá expor a minha solidão?
Prefiro poupar-me a isso.
No entanto, gostava de rever algumas pessoas de quem tenho saudades, e de certeza que até me faria bem espairecer e divertir-me um pouco, depois destes últimos meses de caos que vivi, mas como o fazer sem me sentir uma looser no meio delas?
Se o sono não me turva o raciocínio, estas são as minhas opções:
A. Não vou. Perco uma noite potencialmente agradável, a oportunidade de rever colegas com quem partilhei tantas coisas e a possibilidade de ver quem engordou (esta última suscita-me muita curiosidade, confesso).
B. Vou, digo a verdade, que eu e o meu Príncipe já não fazemos parte da mesma estória, e sujeito-me a uma série de perguntas a que não vou querer responder e a comentários com o intuito de me animarem (alguns genuínos, outros nem por isso) mas que só me vão deixar mais deprimida.
C. Vou, digo-lhes que eu e o Príncipe ainda estamos juntos e apaixonados como nos tempos de faculdade e, na parte em que os apêndices delas se juntarem a nós, digo que o meu teve um compromisso qualquer.
D. Vou e contrato um gajo lindo de morrer de um serviço de escort masculino para fingir que é meu namorado. Se me perguntarem pelo Príncipe, digo-lhes que se juntou a um grupo de monges Budistas e que fez votos de clausura desde que eu o troquei pelo Deus grego de que me vou fazer acompanhar.
Estou muito inclinada a optar pela hipótese D, admito! Hehehe!
Agora a sério, será que estou condenada a sentir-me sempre incompleta? Será que é impossível ter tudo e que vai haver sempre um vazio em alguma área da minha vida?
quarta-feira, 1 de abril de 2009
April Fool's Day
Será que sou a única pessoa que não gosta de falar com ninguém no Dia das Mentiras? É que tenho sempre a sensação de que me estão a pregar alguma aldrabice... Até das conversas mais corriqueiras eu desconfio!
Acho que fui tão ingénua no passado que isto agora virou paranóia.
Nada a fazer, é esperar que este dia chegue ao fim, para que as pessoas voltem a ter medo de ir para o inferno por mentir.
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