
É o que eu sou. Então a querida da médica vem ter comigo à sala de espera, diz-me, com um sorriso de orelha a orelha, que as notícias são as melhores possíveis, e eu desato a chorar ali mesmo, à frente de toda a gente, sem sequer esperar por entrar no consultório? Estou uma pieguinhas de primeira, é o que é! Pronto, só de escrever isto, cá está a lagrimazita a aparecer, novamente. É desta que arruino a minha imagem de durona!
E sabem o que é mais fofo nisto tudo? A minha mãe dizer que já não se sentia assim tão feliz desde que a minha irmã nasceu. Ou o abraço emocionado do meu pai, quando me disse que sempre soube que eu iria conseguir. Ou a mensagem da minha irmã, que mesmo longe está em festa comigo.
Mas não há que relaxar, ou cantar vitória antes do tempo. A primeira batalha está ganha, mas em princípio vamos continuar a guerra até ao fim deste ano, e mesmo que corra tudo sempre pelo melhor, só passado muitos meses é que poderemos falar em cura. E durante uns anos vai haver sempre o risco da doença voltar...
Ok, uma coisa de cada vez, que hoje não é dia para pensar demasiado. Para já, o melhor dos cenários confirmou-se e tenho de estar feliz por isso. Venha daí essa garrafa de Champomy (lei-seca por estes lados), que se hoje não for dia para brindar, não sei quando será.