quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Antecipando o dia de amanhã

De um dia que envolva uma dose de veneno, uma consulta no dentista e os desfiles de Carnaval das escolas e infantários, não se pode esperar nada de bom.

Crianças da minha cidade: ide fazer barulhinho para a porta do trabalho dos vossos paizinhos, pode ser? Afinal de contas, eles é que vos acham adoráveis com essas fatiotas pirosas da loja dos chineses.

Pais das crianças da minha cidade: aos 8 anos vestida de fada no cortejo do jardim-escola; aos 18, de mamas ao léu no Carnaval da Mealhada. Quem semeia ventos, colhe tempestades...

Não sou a única

Num curto espaço de tempo, a minha mãe ofereceu-me um anjinho-da-guarda e um trevo da sorte (este último acabadinho de desembrulhar) para a minha Pandora. Acho que não sou só eu que tenho receio de voltar a ver a minha vidinha a andar para trás.

A caminho de me tornar excêntrica


Ontem tornei-me um pouco mais cidadã deste nosso "jardim à beira-mar plantado": pela primeira vez na vida, alinhei numa dessas sociedades para jogar no Euromilhões. Se me orgulho disso? Nem por isso. Mas pelo menos faço parte de uma sociedade intelectualmente superior, em que antes de apostar numa chave múltipla, os elementos se reuniram e calcularam as probabilidades de sucesso das diferentes hipóteses disponíveis, mediante a verba arrecadada.

Ah pois, que isto se é para fazer, ao menos que seja com rigor e profissionalismo! Fora com os amadores!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um bocadinho neurótica


Pode parecer estúpido, mas a vida ultimamente corre-me tão bem que não consigo deixar de pensar na desgracinha que se seguirá. Sim, porque comigo tem sido assim, umas atrás das outras. Se calhar sou eu que já não sei viver feliz, que não consigo desligar o complicómetro, mas este constante aperto no peito é corrosivo e nem me deixa saborear devidamente o que de bom a vida me tem dado. Vá alguém compreender-me!

Páginas onde viajo


E quase em vésperas do Dia dos Namorados, eis que começo a ler o Frankenstein, da Mary Shelley. Tinha outros livros à frente na lista de espera, mas resolvi perverter o sistema e dar prioridade a este. Pareceu-me adequado à época.

Muito adulta, eu!

Eu até posso beber Capri-Sonnes ao lanche, gostar de Nestum Mel e andar agora na fase Danoninho (Que foi? Tenho de me alimentar bem, e diz que aquela treta tem mais vitaminas e minerais do que um frasco inteiro de Centrum). Se me apanharem num dia bom, é bem possível que, num momento ou outro, me ouçam trautear a música da Rua Sésamo. Se espreitarem o meu histórico de navegação no Youtube, talvez ainda encontrem registos dos vídeos do Panda Tao-Tao, ou das Fábulas da Floresta Verde. Na minha casa-de-banho até pode haver um restinho da clássica água de colónia para bebés, da Johnson's ...

...Mas juro pela alma do meu falecido cágado que ainda nunca me passou pela cabeça acordar mais cedo para ver o Bob, o Construtor*!



*Soube hoje de um jovem, na casa dos 20 anos, que o faz.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Santa is dead


Eu e este meu dark and twisted humour ...

Hoje sinto-me (f)útil

A Geox, a título comemorativo da abertura da sua Flagship Store em Nova Iorque, lançou uma edição limitada de sapatos inspirados no edifício mais característico da cidade que nunca dorme. Daí resultam estes pumps lindos de viver, com o salto de 12 cm em titânio, esculpido à mão de acordo com a forma do Empire State Building, em dourado ou prateado, com brilhantes incrustados que representam as janelas da famosa torre.

Os meus preferidos são estes:


Mas há outros modelos, que não me importava igualmente de ter:




Escusado será dizer que a marca não abdicou da qualidade e conforto, e que também esta edição especial é fabricada com a sola de borracha impermeável e transpirável, tão característica da Geox.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades


Longe vão os tempos em que eu punha o meu melhor ar de vítima para contar à minha mãe que lhe tinha riscado o carro. Hoje os papéis inverteram-se e... Foi hilariante!

Eu também podia falar do trambolhão do Pedro Abrunhosa...

... mas isso era demasiado básico. Outros temas virão.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Porque é Sábado à noite, toca a remexer... Muito!

Lembram-se daquele shake que o Madagáscar foi buscar ao baú, aquele do "I like to move it, move it"? Então não deixem de ouvir a versão brasileira, "Eu me remexo muito". E preparem-se para umas boas gargalhadas.

Feitos a pensar em mim



Burberry Prorsum - Primavera 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Maria chorona


É o que eu sou. Então a querida da médica vem ter comigo à sala de espera, diz-me, com um sorriso de orelha a orelha, que as notícias são as melhores possíveis, e eu desato a chorar ali mesmo, à frente de toda a gente, sem sequer esperar por entrar no consultório? Estou uma pieguinhas de primeira, é o que é! Pronto, só de escrever isto, cá está a lagrimazita a aparecer, novamente. É desta que arruino a minha imagem de durona!
E sabem o que é mais fofo nisto tudo? A minha mãe dizer que já não se sentia assim tão feliz desde que a minha irmã nasceu. Ou o abraço emocionado do meu pai, quando me disse que sempre soube que eu iria conseguir. Ou a mensagem da minha irmã, que mesmo longe está em festa comigo.

Mas não há que relaxar, ou cantar vitória antes do tempo. A primeira batalha está ganha, mas em princípio vamos continuar a guerra até ao fim deste ano, e mesmo que corra tudo sempre pelo melhor, só passado muitos meses é que poderemos falar em cura. E durante uns anos vai haver sempre o risco da doença voltar...

Ok, uma coisa de cada vez, que hoje não é dia para pensar demasiado. Para já, o melhor dos cenários confirmou-se e tenho de estar feliz por isso. Venha daí essa garrafa de Champomy (lei-seca por estes lados), que se hoje não for dia para brindar, não sei quando será.

Still in the game


Ainda há vida inteligente deste lado. Cada vez menos inteligente, é certo, mas continuo com um QI de 3 dígitos, que é mais do que muitos se podem gabar de ter. Para o caso de alguém ter sentido a minha falta, alego em minha defesa que este é, em muitos dias, o primeiro em que consegui ter forças para ligar o computador.
Parece que, ao fim de dois meses de tratamento, todo e qualquer efeito secundário descrito na bibliografia especializada, resolveu manifestar-se em mim. Ele é febre, ele é cansaço, ele é dores, alterações do sono, dificuldades de concentração... Não tenho, literalmente, podido com uma gata pelo rabo.
Mas nem tudo é mau: o meu cabelo continua cá, firme e hirto. E não tenho enjôos. E ainda respiro. E... Não, é só mesmo isso.

Amanhã de manhã, logo pela fresquinha, há consulta. Vamos ver se as tropas enviadas estão a derrotar o inimigo, ou se estão apenas a dar cabo do campo de batalha (a.k.a. a minha pessoa). Yap, super-hiper-mega nervosa. Hoje, não dá para mais.