quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Não me lembro de cá a Rua Sésamo ser tão fixe



- Princess Zoe, who were those guys?
- Those guys? They're my royal musicians. I think they call themselves THE SPIN DOCTORS.
- Ohhhhh!

Como diz?

"Não gosto muito de me divertir."

Dá gosto ter colegas de trabalho assim.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Cromos 2010

Aos que me tentaram prejudicar.
Aos que me irritaram e tiraram do sério.
Aos que me fizeram chorar.
Aos que contribuíram para o agravamento do meu estado emocional.
Aos que pensavam que eu não me sabia defender.
Aos que de alguma forma me subestimaram.

A todos eles, uma sentida mensagem de ano novo:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2010 - O balanço

Tive muitas dores e aprendi a viver com elas. Tive muita febre, muito frio e em pleno mês de Junho continuei a precisar dos aquecedores ligados. Passei o ano permanentemente cansada, perdi a conta ao número de vezes que me picaram. Muitos químicos, mais de 2000 de comprimidos. Vi o meu cabelo cair às mãos cheias e estava já a pensar ver as cabeleiras postiças quando, inexplicavelmente, a queda parou. Fraco, ralo, mas acabou por se aguentar. Ao contrário de todas as previsões, engordei.

Chorei muitos dias. Chorei sozinha e acompanhada, chorei em casa, no carro, no trabalho e no hospital. Na maior parte das vezes, foram lágrimas de tristeza e de desespero, mas no meio dessas também houve lágrimas de alegria.

Vi terminar uma relação longa e conturbada, mas na qual eu confiava plenamente, e percebi que gostava mais dele do que alguma vez imaginei. Fiquei sozinha pela primeira vez desde que me entendo por gente, e logo na fase em que mais precisava de companhia.
Tive a certeza de ter a melhor família do mundo, que me mimou e me protegeu muito. Tive muitos acessos de fúria, sofri muitas flutuações de humor, fui injusta e mesmo assim a minha família esteve sempre lá, incansável e tolerante.

Tive crises de ansiedade, medo e uma depressão. Tive fé e acreditei. Festejei as vitórias que fui tendo, os resultados dos exames que foram chegando.

Lambi as feridas e decidi que não seria um caso digno de pena, e em vez de fazer o mais comum, deixar de trabalhar durante esta fase, abracei ainda mais projectos. Não procurei nada activamente, mas quando recebi as propostas, senti que não as podia recusar. A minha mãe quase enlouqueceu de tanta preocupação. Tive muitos dias de trabalho que duraram mais de 12 horas, em que chegava a casa a chorar de cansaço, cheia de febre, mas não desistia e no dia seguinte lá estava eu outra vez. Apesar de tudo, fui sempre uma boa profissional.

O síndrome da super-mulher fez-me inscrever-me numa pós-graduação. Passado uns meses, levou-me a candidatar-me a um mestrado, sem grandes perspectivas de ser seleccionada, dado o elevado número de candidaturas. Entrei numa das posições cimeiras e aconselharam-me a não fazer a matrícula. Senti isso como um desafio pessoal e em Setembro dei por mim a braços com um trabalho a tempo inteiro, colaborações assíduas em dois projectos diferentes, uma pós-graduação, um mestrado e um tratamento super agressivo e cheio de efeitos secundários.

Participei numa conferência e recebi muitos elogios da plateia. Perdi a conta ao número de directas que fiz, por motivos de trabalho ou de estudo e a minha vida social nunca foi tão pobre. Saí algumas vezes, com dose reforçada de analgésicos, mas no pouco tempo que tive livre preferi ficar sozinha. Descobri que não estava preparada para deixar ninguém aproximar-se e que tinha arame farpado à volta do coração.

Acabei o protocolo de tratamento da mesma forma que o comecei: a chorar. Não fiz a festa que pensava fazer. Duas semanas depois, fui a Barcelona. Diverti-me muito, andei mais quilómetros nesses dias do que em todo o ano. Voltei com vontade de lá voltar.

Fui poucas vezes ao cinema, li menos do que gostaria e não fui a nenhum concerto. Conheci pessoas novas, algumas delas à custa deste blog. As minhas olheiras tornaram-se crónicas.
Ajudei algumas pessoas, tornei-me mais sensível e sofri com o sofrimento dos outros. Fartei-me do meu trabalho e só não me vim embora por teimosia.

No Natal, não tive tempo de passear na Baixa e nos shoppings, pelo que não pude discutir a qualidade das iluminações. Os presentes foram comprados à pressa, mas não com menos amor.
O ano acabou sem eu estar preparada, convalescente de uma gripe à moda antiga, e com um défice de sono muito grande. Não comi passas, mas pedi desejos. Brindei com Champomy e beijei a minha família.

Apesar do que possa parecer, já tive anos piores.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz ano novo!


Aguarda-se para breve o balanço do falecido 2010 e os desejos para este novo ano, que ainda não tive oportunidade de partilhar.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ainda a gripe

Começou por me doer a amígdala direita, depois a direita "curou" e a dor passou para a amígdala esquerda. Hoje acordei com a esquerda impecável, mas parece que tenho outra vez uma faca espetada na direita. Quanto tempo mais é que vamos andar nisto? É assim tão complicado ficar boa dos dois lados?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Das desculpas para ficar em casa

Apesar da gripe, vim trabalhar. Já a pessoa que tem funções de coordenação, ficou em casa porque não arranjou boleia. Salienta-se que esta pessoa tem carro próprio e que a sua área de residência é minimamente bem servida de transportes públicos.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Blame it on the flu

Ora então, no dia 23, quando eu estava a contar fazer as minhas comprinhas de Natal, comecei a sentir uma moleza muito grande, a que se seguiram umas dores por todo o corpo e uma febre que me pôs a tremer a uma cadência espantosa. Vim para casa e meti-me na cama coberta até ao nariz, com um termoventilador mesmo apontado para mim. Diz quem lá esteve que o meu quarto parecia uma sauna, mas eu continuava cheia de frio e a tremer com tanta violência que chegaram a pensar que eu estivesse a convulsionar. Duas horas e 600 mg de ibuprofeno mais tarde, vieram os calores e os suores frios, e durante a noite instalaram-se as dores de garganta.
Quando a manhã de 24 chegou, percebi que não estava em condições de sair de casa. Parecia que tinha sido atropelada por um camião. A minha irmã ofereceu-se para comprar os presentes, pelo que prontamente aceitei a oferta. Faltava só o presente dela. De tarde, enchi-me de coragem e saí da cama. Vesti-me como se fosse enfrentar o clima da Sibéria, reforcei a dose de ibuprofeno e de paracetamol e fiz aquela que foi a visita mais curta de sempre ao El Corte Ingles. Foi literalmente chegar, comprar o bendito presente e vir embora. Pelo caminho, devo ter espalhado uns quantos exemplares do vírus da minha gripe, mas como o Natal é partilha, não deve fazer mal. Só me levantei da cama para jantar, e o resto do serão passei-o deitada no sofá, a tossir frutos secos.
Ontem e hoje a rotina foi a mesma. Enquanto a medicação faz efeito, lá consigo comer alguma coisa e manter uma posição mais ou menos vertical; quando o efeito passa, voltamos às dores, à febre e às camadas de cobertores que não me conseguem aquecer.

Espero que o vosso Natal tenha sido mais agradável do que o meu, e que esteja assim justificada a ausência de mails, mensagens, comentários e posts de feliz Natal.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

23 de Dezembro

Presentes de Natal comprados: ZERO.
Ideias para presentes a comprar hoje à tarde/ hoje à noite: ZERO.
Começo a ficar ligeiramente preocupada...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

For the record

A primeira sms de boas festas veio da minha dentista.

Basicamente é isso


Obrigada pela preocupação. Foi só uma fase má, que já está a passar (thank God). Abram alas que eu estou de volta.

sábado, 11 de dezembro de 2010

E amanhã há mais 8 horas do mesmo

Acabo de chegar de uma aula de pós-graduação onde, para além de não ter aprendido rigorosamente NADA, ainda tive de assistir à projecção de uma apresentação em PowerPoint com ilustrações que incluíam o Winnie The Pooh.
A sério, se é para me fazerem perder o meu tempo e o meu dinheiro, ao menos podiam escolher bonecos menos panisgas.

E não se riam, que eu estou furiosa!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pausa sem Kit Kat

Se....

a) ... ainda faltam mais de duas semanas para a passagem de ano;
b) ... a televisão não tem passado filmes sobre o Salgueiro Maia ou sobre a vida do Salazar;
c) ... não vejo palcos para os comícios do 1º de Maio;
d) ... não ouço martelinhos nem me cheira a manjerico e a sardinha assada;
e) ... tenho demasiado frio para sequer considerar a hipótese de estarem a decorrer arraiais de Verão;
f) ... me lembro perfeitamente de já ter assistido este ano às comemorações da Implantação da República;
g) ... nunca ninguém quer saber do dia em que recambiámos os Filipes para o lado de lá da fronteira.

Porque raio é que são praticamente 2 da manhã e da janela do meu quarto ainda vejo fogo de artifício?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Podem mandar vir o Natal

Mais de um mês desde o fim do protocolo de tratamento. Mais de um mês sem as minhas "hard drugs". Exames: continua tudo ok.

Podia escrever muita coisa, mas tenho um trabalho para fazer e se começar já talvez o acabe antes das 6 da manhã e ainda consiga dormir umas duas horas.