sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Porque eu adoro cartas abertas

Aos senhores do Instituto Nacional de Estatística:

Hão-de ter muitos amigos, vocês. Então uma pessoa envia-vos um e-mail a solicitar uns dados estatísticos e vocês respondem que sim senhora, que os disponibilizam, mediante o pagamento de trinta e tal euros?! Hum? Perdão? Mas por acaso vocês pagam aos papalvos que vos fornecem a informação para vocês tratarem? Claro, os cidadãos têm a obrigação de vos dar contas da vidinha deles, mas vocês não têm qualquer tipo de obrigação de nos ceder uma porra de uns gráficos quando nós precisamos. Sinceramente...
Mas deixem-se andar, que para o ano quando mandarem cá um dos vossos colaboradores a chatear com aqueles impressos, chatos como o raio, para os Censos, nós acertamos contas. É que da minha parte, só os preencho se me pagarem. Aí uns trinta e tal euros.
É que se é para chular, eu também cá estou.

Ansiosamente à vossa espera,

Cinderela

Dos calling rings

Ligar para alguém e ter de levar com a Shakira aos berros, é coisa para me dar logo vontade de desligar. Amaldiçoado seja quem inventou os calling rings! E até parece que as pessoas que activam essa funcionalidade fazem de propósito para demorar imenso a atender. Devem pensar que nos estão a patrocinar momentos agradáveis, e que estamos todos a dançar e a cantar enquanto esperamos pelo tão almejado 'tou sim... É mau, muito mau mesmo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

E assim cumpri a boa acção do dia

Perdi meia-hora do meu precioso tempo a ouvir uma pessoa de quase 33 anos falar apaixonadamente da saga Twilight. Sou mesmo uma santa.

Crise de Identidade

Toda a minha vida, desde que me conheço por gente, a minha pele foi mista, com tendência a oleosa. De repente, ao fim de 26 anos, tornou-se seca, mas assim tipo do mais seca que há, com direito a descamação e tudo. Estou perturbada, já não sei quem sou. E tenho um stock infindável de cosméticos que já não posso usar.

Raisparta esta medicação!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Os primeiros do ano


Morangos com chantilly.
yummy!

A culpa é do Freud*



*Antes que perguntem, sou heterossexual.

Já vão tarde

Os Scorpions anunciaram o seu fim, depois de uma porradona de anos a lançar albuns todos iguais, de um pseudo-rock-lamechas-de-gosto-mais-que-duvidoso. A que entidade divina devemos nós agradecer por tal feito?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Depois disto, provavelmente nunca mais serei a mesma

E não é que, aqui há uns dias atrás, conheci uma daquelas senhoras que gosta de estacionar o carro em frente ao mar, nos Domingos à tarde, e de ficar lá dentro a fazer crochet em silêncio, enquanto o marido resolve as palavras-cruzadas do jornal? Eu sabia que havia assim uns espécimes, mas falar pessoalmente com um deles, ao vivo e a cores, foi coisa que nunca me passou pela cabeça.

Ah! Abençoado emprego, este, que me permite ter experiências tão enriquecedoras!

E assim a segunda-feira até nem custa tanto a aguentar

Ontem à noite houve cinema, o Up in the Air, seguido de um Sundae de morango no McDrive. Obrigada por olhares para mim e saberes ver o que eu preciso, sem que eu precise de to dizer. Adoro-te, irmã!

Sinto-me uma criança quando...

...olho para o George Clooney e não consigo ter qualquer tipo de pensamento libidinoso. Afinal de contas o homem tem 48 anos, é só um ano mais novo que a minha mãe! Não, definitivamente, não. É um actor excelente, está óptimo para a idade, mas mesmo assim continua a ser muuuuito velho para mim.

domingo, 24 de janeiro de 2010

So many books, so little time

Sinto que a vida é demasiado curta, para todos os livros que eu gostaria de ler.

sábado, 23 de janeiro de 2010

É que com artistas destes, nem que me ofereçam o bilhete

Diz que o Jorge Palma e o Zeca Baleiro já confirmaram presença no Rock in Rio. Mas alguém acha que é com gente assim que se consegue vender bilhetes para um festival desta envergadura? Por favor...! Deixem-se lá dos nomes para encher chouriços e digam de uma vez por todas o que todos queremos saber: os Coldplay, vêm ou não vêm?

Ainda há esperança por estes lados


Porque, ultimamente, os meus desabafos têm tido todos assim um cariz a modos que depressivo, achei por bem vir cá dizer que, ao fim de muitas semanas (muitas mesmo), esta noite finalmente tive um sonho agradável. E bastou isso para acordar bem disposta, com vontade de sair de casa.

Parece que, apesar das minhas desgracinhas todas, ainda não é desta que este blog se vai tornar completamente obscuro e sombrio.

A "porradinha pedagógica"


Para mim, é muito difícil de compreender como é que, em pleno século XXI, ainda há professoras primárias (do primeiro ciclo, como agora se chamam) que aproveitam as reuniões de pais para pedir autorização aos encarregados de educação para dar uns açoites aos alunos. Ignorância minha, mas juro que pensei que esses procedimentos se tivessem extinguido nos anos 80.
Recentemente, contaram-me um caso assim e eu, mesmo não tendo grande ligação emocional com o menino em causa, fiquei cheia de vontade de ir a essa escola dizer das boas à dita senhora professora.

Sim, os putos podem ser muito irritantes. Sim, a maioria dos pais de hoje em dia demitem-se das suas funções, no que toca a impor limites e a ensinar aos filhos as regras básicas da boa educação. Sim, compreendo que estar em frente a um grupo de 20 e tal diabinhos que não respeitam a figura de autoridade que o professor é dentro da sala de aula, seja frustrante. Mas isso não justifica o recurso à violência.

Consigo entender que um pai possa perder o auto-controle e, de vez em quando, dar uma palmada ao filho. Não que seja para magoar, mas antes porque é uma forma imediata de marcar uma posição, de fazer a criança entender que o que fez não foi correcto, porque a vida agitada que temos nem sempre nos dá o discernimento necessário para pensar em outras estratégias.*
Vindo da parte de um professor, alguém que teve formação altamente especializada para lidar com crianças, alguém que está no desempenho de uma profissão, que está a ser remunerado pelo trabalho que está a desenvolver, todo e qualquer tipo de violência me soa a falta de profissionalismo. Até porque alguém que tira uma licenciatura na área do ensino, tem obrigação de dominar métodos e técnicas pedagógicas variados, que sejam uma alternativa viável às bofetadas a aos puxões de orelhas. Quando tal não acontece, eu chamo-lhe incompetência. Chamo-lhe abuso de poder. De desequilíbrio psicológico.

*Atenção: não estou com isto a defender os castigos físicos quando aplicados pelos pais, mas antes a afirmar que consigo compreender que, de vez em quando, os pais cheguem a este extremo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sei que não estou no meu melhor quando…

… constato que a última vez que fui às compras foi antes do Natal, e para comprar presentes para os outros;

… ando há várias semanas sem chegar perto do estojo da maquilhagem;

… a minha energia ao chegar a casa só dá para tomar um banho quente, vestir o pijama e aterrar na cama;

… não tenho vontade sequer de ouvir música;

… sinto que se pudesse, passava o dia inteiro a dormir;

… não vejo qualquer perspectiva de mudança neste cenário tão deprimente.