quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

E esse 2012, foi dos bons ou quê?

Ora que me eis de volta, ao fim de mais de um ano de silêncio. Nem sei se ainda está alguém aí desse lado, mas isso também não interessa nada, sempre escrevi essencialmente para mim, o resto das pessoas (na sua maioria) fofinhas que por aqui passavam eram um bónus (muito agradável), mas nunca escrevi verdadeiramente para elas. Escrevia porque sempre gostei de escrever, porque era terapêutico, quase um exercício de higiene mental. Ensinaram-me que narrativas nos ajudam a integrar melhor os acontecimentos na nossa estória de vida e eu experienciei isso na primeira pessoa aqui no Estórias da Cinderela. Podia dizer que me deu preguiça de continuar, que não tive tempo, mas estaria a mentir. Arranjamos sempre tempo para o que queremos. No fundo, e se justificações forem precisas, creio que tudo se resume ao facto de que não me apeteceu escrever. Não senti essa necessidade e pareceu-me parvo manter um blog só porque sim.

2012? Foi memorável. Sei que daqui a muitos anos vou olhar para trás e vou sempre sorrir ao lembrar o ano que passou, em que não aconteceu absolutamente nada de mau. Claro que alguém com a minha bagagem tem sempre uma perspectiva enviesada quanto àquilo que pode ou não ser considerado mau, mas não me lembro de nada que possa apontar a 2012. Tive saúde, as minhas pessoas tiveram saúde, tive trabalho, não me faltou nada. E tive o resto: tive risos e gargalhadas, tive noites compridas e mal dormidas pelos melhores motivos, dancei muito, fui a Amesterdão e a Londres, tostei sob o sol do Algarve, fiz piqueniques junto ao rio em Trás-os-Montes, conheci Sintra, festejei o último ano dos 20’s com as pessoas que me são importantes, fui a vários concertos e festivais… Mas mais importante que tudo, encontrei o amor da minha vida, apaixonei-me, tive a sorte de ser correspondida e fui muito feliz. Uma felicidade que se tem prolongado a este início de 2013 e que eu acredito que se vá estender pelo resto da vida.

Se ele é assim tudo o que eu sonhei? Não, é bastante diferente, mas em melhor. E é meu.

Pois que é neste estado que volto aqui ao blog: feliz, apaixonada e com aquelas lentes cor-de-rosa que nos fazem achar que apesar da crise, das novas tabelas de IRS, de ser Janeiro e estar frio, a vida é fantástica!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Oh oh oh!

A gerência do Estórias da Cinderela deseja a todos os seus clientes, aos habituais e aos esporádicos, um óptimo Natal.



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Fim do capítulo M.

Hoje vou a um jantar de aniversário em que ele também vai estar presente. E pela primeira vez desde que o conheci, não tenho o coração a bater mais forte por saber que o vou ver, nem me sinto ansiosa, nem demasiado preocupada com a roupa que vou usar. As borboletas que tinha por causa dele voaram-se-me da barriga.

Segundo ano seguido

Tenho muitas tradições de Natal, mas parece que a mais recente é ficar com gripe e não me aguentar em pé sem os drunfos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Oh yeah

Acordar com uma notificação no telemóvel de pedido de amizade do rapazinho giro que só ele mesmo que me foi apresentado ontem à noite, é coisa para me pôr bem disposta o dia todo. Isso e o jantar de Natal das babes, logo à noite.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Diz que é assim mesmo...

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
 

Miguel Esteves Cardoso, in Último Volume

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Porque aos amigos não se toleram coisas dessas

Teres andado a brincar com os meus sentimentos não te tirou o encanto quando eu queria que fosses meu namorado. A falta de consideração que demonstraste quando eu só já te queria como amigo, sim.

True

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A prova dos nove

Sabes que não estás mesmo a fim de um homem quando ele te convida para tomar café depois de jantar e a única coisa que tu fazes antes de sair de casa é lavar os dentes. Cá nada de trocar de roupa, de retocar a maquilhagem, de soltar o cabelo. Se estive bem durante o dia para trabalhar, estou mais do que óptima para um café com ele! E esta é a descontracção que eu nunca teria se a pessoa em causa mexesse (nem que fosse só um bocadinho) comigo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A propósito...

... que é feito da menina do http://le-clair-de-lune.blogspot.com?

Long time no see

Pois que eu gostava muito de vos dizer que a vida é bela, que isto são umas coisas boas atrás das outras e que a felicidade é facílima de alcançar, mas não é verdade. A vida é injusta, a última coisa efectivamente boa que me aconteceu já foi em Junho, e desde então não tenho feito outra coisa se não contentar-me com migalhas, para ir conseguindo aguentar o barco. Aliás, olhando para os últimos três anos, parece que tem sido isso que eu mais tenho feito, encontrar pequenos pretextos para ficar feliz, em vez de ter verdadeiros motivos de felicidade. E não, isso não é bonito. É patético.
Anyway, no meio deste caos que é a minha vida, o blog sempre me ajuda a manter a sanidade mental, por isso cá estou eu. E por muito que me ausente, tenho a certeza que hei-de sempre acabar por regressar.