segunda-feira, 27 de julho de 2009

O sexo e a árvore genealógica

Um destes dias tenho de fazer um post sobre as pesquisas fantásticas que trazem as pessoas até aqui ao Estórias da Cinderela. Acreditem que há gente meeeeeeeeeeesmo muito estranha!

No entanto, não posso deixar de dizer já aos senhores (sim, só podem ser homens) que chegaram cá procurando no Google "xexo na minha tia" e "sexo com a tia" que isto de facto é um blog de família... Mas nem tanto, ok???

sábado, 25 de julho de 2009

Potter geeks

Não estava nada mal, mas confesso que fico sempre insatisfeita ao ver os filmes do Harry Potter. E rio-me na cara de quem diga que é fã só porque tem acompanhado as adaptações cinematográficas.
Os verdadeiros fãs são aqueles para quem nada se compara à emoção de ir absorvendo a magia das palavras, de ir construindo os cenários mentalmente, à medida que se desfolham as páginas ansiosas; são aqueles que sustêm a respiração em cada mudança de parágrafo, os que não conseguem esperar pelo capítulo seguinte, os que quando chegam ao fim do livro constatam que chegaram também ao fim das unhas.
Fico sempre com a sensação de que os filmes acabam por ser um atalho, uma batotice para não dar uso à imaginação. Mas respeito que literatura e cinema têm papéis diferentes e complementares, e que a questão da concorrência nem se coloca.
E de facto, até é engraçado ver como aqueles miúdos, que vi pela primeira vez tinha eu 18 anos, cresceram.

Ontem devia mesmo ter jogado no Euromilhões, acho que estava em maré de sorte: por termos sido as primeiras a comprar bilhetes para a sessão das 00h45m, tivemos direito a lugar Best Seat da Vodafone e a um balde de pipocas grátis para cada uma. Foi simpático, nunca me tinha acontecido.

Aqui fica o meu muito obrigada aos senhores dos cinemas UCI do Arrábida Shopping e da Vodafone, por terem patrocinado as calorias da noite passada. As manas apreciaram a gentileza!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

"Eu sem ti, quem era eu sem ti?"

As manas vão ao cinema. Com elas levam apenas um balde de pipocas gigante e a vontade de descontrairem e passarem um bom bocado.
Quanto ao filme, ainda não está escolhido, mas com certeza não será nenhuma comédia romântica, que nenhuma de nós tem uma vida amorosa suficientemente satisfatória para nos permitir tirar proveito de cenas lamechas.

No meio de tanto trabalho, e apesar de vivermos sob o mesmo tecto, temos passado pouco tempo juntas, por isso a noite promete muitas gargalhadas, muito escárnio e maldizer e aquela cumplicidade de sempre.

E em noites como esta, quando estamos as duas, não há ex-namorados, paixões ou amores que façam falta. Porque, no final de contas, aquela treta do "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença" só é mesmo verdade entre nós. Esse deveria ser o juramento das irmãs.

I´m soooooooooo over you right now!*


Conhecem o shake dos The All-American Rejects, certo? As frases são deles, da música "Gives You Hell". É o que mais toca por estes lados...

*Agora... Logo já não sei, mas espero continuar assim!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A Gula, esse pecado capital que trato por TU!


Hoje de tarde, no trabalho, deu-me um súbito desejo de comer um gelado. O dia estava cinzento, chuvoso, ventoso e tudo o que me apetecia era um gelado. Nada de chá fumegante, nada de chocolate quente... Gelado, meus senhores!
Lá chateei uma colega, que se voluntariou para me fazer companhia na minha incursão até ao café da esquina.

Saldo contabilístico do meu estômago: um cornetto de nata. No entanto, se me apetecia assim tanto um gelado, era porque provavelmente o meu corpo estava a precisar de açucar, correcto? Se eu não lhe tivesse feito a vontade, o mais provavel era ter tido uma crise de hipoglicemia, por isso, de certo modo, aquele cornetto pode ter-me salvo a vida. Sem pesos na consciência (já na balança, é outra estória...), portanto..

Passada nem uma hora, tudo o que me vinha à mente era um éclair, daqueles cheios de creme por dentro, cobertos de chocolate estaladiço por fora. Aí percebi que as carências não seriam tanto do corpo, mas mais da alma, pelo que me fiz forte para não ceder à tentação, mas caí na asneira de partilhar esta minha fantasia com outra colega.
Resultado: daí a nada aparece-me ela pelo gabinete dentro, com um pires bem acondicionado por uma generosa camada de guardanapos, que escondiam um panike de chocolate acabadinho de sair do forno (porque já não tinham éclairs no café), apetitoso, que suplicava para que eu o comesse. E foi por isso mesmo que eu o fiz, ajudando-o a cumprir o propósito da sua vida de panike.

Assim não há condições! Com colegas destas, não tarda nada ando a rebolar!

A única coisa positiva no meu dia foi mesmo o facto de ter descoberto (pelo método da tentativa-erro, que isto de ler manuais é para cromos) como ligar o limpa pára-brisas do vidro traseiro do carro. O que querem? Tenho-o há menos de dois meses, ainda nunca tinha precisado de o utilizar!

Baixa psiquiátrica para mim, já!

Acabei de escrever um post com um vídeo da Hillary Duff. Têm a minha permissão para me internarem.
Prometo não oferecer resistência aos senhores da bata branca e não ser necessário o uso de camisas de força ou tranquilizantes muito fortes.
A sério, venham buscar-me.

Isto amanhã já passa...

...Mas a verdade é que o facto de hoje o dia ser de chuva me faz sentir melhor. Não conseguiria suportar a felicidade dos raios de sol, nem o sorriso do calor na pele.

Let the rain fall down
And wake my dreams
Let it wash away
My sanity
'Cause I wanna feel the thunder
I wanna scream
Let the rain fall down
I'm coming clean, I'm coming clean

terça-feira, 21 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

De coração apertado

Acabo de regressar do IPO do Porto, um dos locais onde sempre esperei nunca ter de entrar.
Fui acompanhar a minha Mãe na realização de uma biopsia. Quando pensava que o pior já tinha passado, eis que surge novo motivo para preocupação.
Daqui a uns dias, voltamos lá a saber os resultados. Espero ouvir boas notícias, e que tudo isto não passe de um daqueles abanões que a vida nos dá para nos ensinar a valorizar (ainda mais) quem nós amamos.

Estou angustiada, enjoada, ansiosa... Este ano já tive sofrimento que chegue, não merecia voltar a passar por isto. E a minha Mãe muito menos.

Nostalgia #7*

Eu ainda sou do tempo em que o American Pie estreou, esse clássico adolescente que marcou a minha geração, e que vale pelo mérito de ter feito com que milhões de jovens percebessem que, no fundo, até eram bem normais. Na altura, causou grande alarido lá no liceu, toda a gente comentava aquelas cenas mais caricatas, toda a gente se riu com o humor com que o início da vida sexual foi abordada.

*Post "patrocinado" pela SIC, que neste momento está a passar o filme pela enésima vez, o que fez com que eu me recordasse de tudo isto.

"That's one small step for man, one giant leap for mankind."


20-07-1969

Faz hoje 40 anos. E o que eu não dava para ter vivido este momento em directo! Será que quem teve essa sorte se apercebeu de que estava perante uma ocasião histórica? Óbvio, né?

Durante este quarto de século de vida, não tive oportunidade de presenciar nada que se assemelhe, nem de longe, à grandeza da chegada à lua. Não me lembro de quando derrubaram o Muro de Berlim (tinha uns 5 ou 6 anos na altura), já nasci com a televisão a cores, com o telefone em casa... A democratização dos telemóveis e da Internet foi tão gradual que não houve assim um momento marcante e definitivo.

Assisti à implementação da moeda única (mas com um sentimento de luto pelo velho escudo), à descodificação do genoma humano (que passou despercebido a muita gente, infelizmente) e ao fatídico ataque às Torres Gémeas do WTC, marcos importantes que de certeza também constarão nos anais da História. Mas espero ainda poder vir a contar aos meus netos como foi o dia em que os noticiários anunciaram a descoberta da cura para o Cancro e para a SIDA. Isso sim, daria uma goleada à missão da Apollo 11!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ideia luminosa... NOT!

Quão estúpida tem uma pessoa de ser para fazer uma queimadura gigante na testa, ao encostar-se a uma lâmpada acesa?

Valha-nos a franja, que sempre disfarça um pouco... Way to go, Cinderela!

Não havia necessidade, não senhor!

Entre Swatches, Calvin Kleins e outros que tais, sou a orgulhosa proprietária de uma meia dúzia de relógios.
Acontece que nos últimos meses eles foram, um a um, ficando sem pilha, e eu nunca me importei, porque tinha sempre os outros para usar. Só quando vestia uma roupa com a qual um dos relógios sem pilha iria combinar melhor, é que eu pensava na necessidade de tratar do assunto. Pensava, mas nada fazia. Nada fiz, aliás.

E eis que chega agora o momento em que 5 dos meus 6 relógios estão inutilizados, e eu rezo aos céus para que a pilha deste último se aguente, porque da maneira que o meu tempo anda apertado, o relógio já deixou de ser um acessório para ganhar estatuto de auxiliar (imprescindível) de trabalho.

No fim-de-semana tenho mesmo de arranjar tempo para ir a uma relojoaria com eles... Ou para comprar mais um!

sábado, 11 de julho de 2009

Só me saem duques e cenas tristes

Contexto: o meu local de trabalho (o oficial e principal).

Intervenientes: eu e uma senhora com quem mantenho uma relação estritamente profissional.

Situação: no meio de uma conversa banal, a senhora insiste que está gorda e que por isso se vai submeter a uma série de procedimentos dolorosos e perigosos para recuperar a forma física; eu olho para ela e vejo apenas o corpo de uma mulher real de meia idade, depois de dois partos e de uma vida com pouco tempo para si mesma e digo-lhe que acho que está muito bem assim.

Particularidade assustadora: a senhora diz-me, aí umas 10 vezes, alto e a bom som, para quem quis ouvir, A Dra. é que ainda não me viu nua!

WhatTheFuck?!

Mas porque carga d'água haveria eu de a ver nua? E esse ainda, quer dizer o quê, exactamente? Era um convite subtil? Deverei sentir-me sexualmente assediada?
Ele sempre há gente que não joga com o baralho todo... Uma gaja a tentar ser simpática e a elevar a auto-estima dos outros e depois leva com coisas destas... É para a próxima aprender a estar caladinha!

Out of time

Caos. Caos. Caos.
É assim que anda a minha vida, sem tempo para nada, muito trabalho, muitas noites mal dormidas e até algumas directas (coisa que nunca pensei ter de voltar a fazer depois de terminar a faculdade).

O que se passa é que numa altura em que toda a gente se queixa do desemprego, eu até tenho recebido vários convites para colaborar em projectos novos. E sinto-me mal em recusar. Em primeiro lugar, porque porque sou uma pessoa ambiciosa, porque gosto de acrescentar dígitos à minha conta bancária; em segundo, porque admito que o trabalho é uma importante fonte de realização para mim, porque gosto de desafios, de ser reconhecida pelo meu esforço.
Tenho um emprego bastante razoavel, a tempo inteiro. Talvez muita gente se contentasse com isso e aproveitasse o tempo livre a as facilidades de horários para descansar e curtir os pequenos prazeres da vida. Eu uso-os para trabalhar ainda mais, noutros locais, noutros projectos.
Claro que há sempre aqueles momentos, em que, muito perto de um esgotamento, me recrimino por ser asssim. Digo que não vou aceitar mais nada, que vou passar a descansar mais, que não tenho necessidade de me desgastar tanto... Mas o bichinho é mais forte que eu e acabo sempre por suportar a minha decisão com o facto de ser a altura certa para investir na carreira, uma vez que ainda não tenho filhos, nem responsabilidades familiares.
Ainda ontem me telefonaram com uma proposta bem aliciante (e extenuante, também) e neste momento estou por aqui a dar voltas à agenda, a tentar arranjar forma de a encaixar no meio dos meus 1001 afazeres.

As minhas estórias não ficaram esquecidas, apenas guardadas, para quando tiver mais tempo.Entretanto, todos os bocadinhos livres servirão para vir cá fazer a catarse emocional e descontrair nestas linhas, de que tanta falta tenho sentido.